Por Cléber Oliveira*
Permitam-me partilhar um pouco sobre minha caminhada na Igreja, mas em especial no movimento juvenil de que participo e que se chama Juventude Mariana Vicentina (JMV).
Não é que eu tenha feito coisas extraordinárias ou que mereça estar aqui prestando este testemunho. Mas, quis por-me a serviço e Deus foi realizando sua obra em minha vida; o que desde de logo, os convido a fazer, pois como nos ensina São Vicente, devemos viver em Cristo por sua morte, e morrer n’Ele por sua vida, e que nossa vida deve estar escondida em Jesus e cheia d’Ele, e que, para morrer como o Resuscitado, devemos viver como Ele viveu, ou seja, doando-nos aos pobres, e o fazendo por inteiros.
Chamo-me Cleber Oliveira, fortalezense, o 4º de 13 irmãos, procedo de uma família simples e católica, tenho 28 anos e estou na JMV desde os 17. Sempre fui muito tímido, mas o clima de acolhida que sempre me ofereceu a JMV fez nascer em mim um sentido de confiança e pouco a pouco fui assumindo funções na Associação em nível local, provincial, nacional e continental.
Hoje, tenho como missão acompanhar por três anos, a partir do Secretariado Internacional da JMV, em Madrid (Espanha), os países lusófonos, servir como webmaster, fazer trabalho de traduções, criação e gestão de documentos, manutenção dos computadores e atuar como responsável interno pela Lei Orgânica de Proteção de Dados (LOPD). Ademais do serviço no Secretariado, partilho com mais três jovens leigas/consagradas (Anh Thu – Vietnã, Argelys Veja – Panamá e Katarina Mazurová – Eslováquia), outros voluntariados em obras sociais da Família Vicentina - FV da Espanha, estudo (língua e/ou Teologia) e vivo em Comunidade.
No ultimo mês, aceitei escrever para um blog do Brasil sobre a JMJ.
Responder sobre as atividades que compete a um Voluntário Internacional da JMV, não é por todo fácil, pois são muitas, porém se as desenvolve desde a ótica do amor, e o faz dentro da liberdade (no mais profundo sentido que esta palavra representa - porque liberdade não é fazer o que se quer, mas o que Deus quer você faça), tudo ganha sentido.
Tenho aprendido muito, nestes oito meses fora do Brasil, as dificuldades e superações, fazem parte do caminhar, os problemas existem, as soluções também, e essas se dão com maior precisão se aceitamos a mão de Deus em nossa vida. Aceitar a ajuda de Deus não significa necessariamente receber, a verdadeira caridade se faz no dar, como sinalei no início, foi o que Jesus fez e é o que nos convida a fazer. A vida tem um sentido; vale a pena viver! Uma vez ouvi que “a melhor maneira de se encontrar é se perder em benefício dos demais”. Se todos aplicássemos o belo que há nessa afirmação veríamos que ninguém se perderia, que passaria existir um só caminho, o caminho do Bem.
Acredito que estou vivendo uma bonita experiência em minha vida e só tenho que agradecer a Deus, a minha família, a FV do mundo, Brasil, e em especial, a JMV e Filhas da Caridade da Província de Fortaleza que, de forma direta ou indireta, contibuíram e contribuem para que esse sonho siga se fazendo real. Obrigado a todos, por tudo!
Que as graças de Deus, venha sobre nós, por meio das mãos de Maria e pela intercessão de São Vicente de Paulo.
*Cleber Oliveira escreverá para o site JMJ Brasil, contando um pouco do que vê em Madri, na preparação dos espanhóis para nos receber na Jornada Mundial.
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